09/05/2012
by Henrique Koifman
0 comments
02/05/2012
by Henrique Koifman
0 comments
Um jornalista bêbado, outro surpreendido
Por Henrique Koifman
Sabe aquele filme de que você fica sabendo meio por acaso, por um trailer meses antes da estreia, entre pacotes de balas sendo abertos e chatos passando mensagens pelo celular aceso na fila da frente; e que quando finalmente entra em cartaz os críticos – que você respeita e costuma ler – desqualificam, tirando 99,95% de sua vontade de assistir? Pois foi isso que aconteceu comigo em relação a O Diário de Um Jornalista Bêbado (The Rum Diary), adaptação cinematográfica do livro homônimo do famoso jornalista americano Hunter Thompson. A sorte é que, contrariando o desânimo, a prevenção e a recomendação da crítica, eu acabei assistindo ao filme esta semana. E me surpreendi positivamente.
A escolha desse filme para a noite de segunda, véspera de feriado, foi novamente meio que por acaso – era o único em cartaz que tanto eu e minha namorada quanto amigos queridos tínhamos em comum em nossa lista de “ainda não vistos, mas passíveis de”. Mas vamos ao filme.
Encarnado na tela pelo inspirado Jonny Depp, o tal jornalista do título (e que, na prática, é um retrato do próprio Thompson quando jovem) se emprega em um pasquim em Porto Rico e, rapidamente, se enturma com loucos à sua altura e se envolve e encalacra com poderosos do lugar. A reconstrução do clima e cenário do lugar em 1960 é perfeita, em especial os da tal redação de jornal (reconheci ali pelo menos três personagens com que convivi nesta já não curta carreira). E, como o título já anuncia, dezenas de litros das mais diversas octanagens são entornados na tela, temperando uma boa dúzia de cenas engraçadíssimas – além de outras mais sérias, com fundo politicamente engajado, mas menos surpreendentes. Especialmente para nosotros, tão habituados a presenciar negociatas de tipos e tamanhos diversos. E ainda tem a linda mocinha(?) vivida pela idem Amber Heard. Saí do cinema de bom humor – e com uma sede danada.
Serviço: O Diário de Um Jornalista Bêbado’ (The Rum Diary) – EUA , 2011 – 120 minutos. Comédia. Direção de Bruce Robinson. Elenco: Johnny Depp, Amber Heard, Michael Rispoli, Giovanni Ribisi, Aaron Eckhart, Richard Jenkins, Amaury Nolasco.
26/04/2012
by Henrique Koifman
0 comments
Uma tarde no museu
Por Viviane Nascimento
Entre as vantagens de se trabalhar no Centro do Rio, especialmente na Cinelândia, está a grande oferta cultural que esses quarteirões de prédios antigos pode proporcionar. Aproveitei a hora do almoço para conferir duas grandes exposições que povoam as paredes ecléticas do Museu Nacional de Belas Artes, uma das joias encravadas na parte final da emblemática Avenida Rio Branco. Confesso que fui atraída por alguma lembrança reminiscente das aulas de história da arte na faculdade a respeito de Modigliani (os pescoços compridos!), mas parei antes para conhecer um ítalo-brasileiro pouco comentado, Eliseu Visconti.
A exposição é grandiosa (“250 obras entre pinturas, desenhos, cerâmicas e documentos de Visconti”, diz o catálogo) e mostra um artista com diferentes influências. Acompanhando suas obras e mesmo os textos explicativos sobre sua vida expostos ao longo das salas é possível perceber influências simbolistas, os traços (e a luz) impressionista e a art nouveau incipiente em grafismos – o que a exposição classifica como pioneirismo do design brasileiro. Gostei do que vi e sem nenhum amparo técnico ou embasamento teórico elegi minha obra preferida: Volta às Trincheiras.
Pintada em 1917, enquanto a Primeira Grande Guerra assustava o mundo, mostra um soldado que se curva a uma moça em meio a muita luz e cores vivas. Interessante também a réplica do ateliê de Visconti montado de frente para a janela que mostra o Theatro Municipal, de cuja reforma ele participou a pedido de Pereira Passos. Impossível não comparar a correria de carros e pessoas do Rio atual com as paisagens bucólicas feitas dessa mesma cidade há menos de um século.
Depois desse mergulho na história nacional, fui, enfim, ver a genialidade de Amadeo Modigliani. Encontrei as formas alongadas, languidas e convidativas de que tinha vaga lembrança. Os traços parecem simples (não entendo nada de artes plásticas, que fique bem claro), mas os rostos finos são expressivos. E os pescoços compridos estão lá! Assim como esculturas, desenhos, fotos, litografia (o catálogo conta 230 obras). Impressionante como os artistas são múltiplos desde sempre.
Qualquer visita ao MNBA é válida, mas nesse fim de abril e início de maio, mesmo quem, como eu, não entende muito de arte, mas gosta de ver coisas bonitas vai apreciar o passeio. A propósito, eu já disse que a entrada é gratuita (até o fim de maio)?
25/04/2012
by Henrique Koifman
0 comments
E agora, Madrid?
Por Cássio Cornachi
Um dia após a eliminação do poderoso Barcelona-ESP, em pleno Camp Nou, para o Chelsea-ING, com direito a pênalti perdido por Lionel Messi, a Champions League pode reservar uma nova surpresa, mas desta vez para os rivais da equipe blaugrana: o Real Madrid-ESP. Os madrilenhos entram em campo para encarar o Bayern de Munich-ALE, que tem a vantagem de jogar pelo empate porque levou a melhor no jogo de ida (2 a 1), realizado na Alemanha.
Assim como Barça x Chelsea, em que os ingleses se limitaram a defender e apostaram no contra-ataque, o duelo entre Madrid x Bayern também deve se caracterizar por ser de ataque vs. defesa. A equipe de José Mourinho e Cristiano Ronaldo tem o melhor desempenho ofensivo da história da liga espanhola, com 109 gols em 34 jogos, recorde superado no clássico contra o Barcelona no último fim de semana – vitória por 2 a 1 que deixou os Merengues com uma mão na taça – e que durava desde a temporada 1989/1990, em que foram feitos 107 tentos em 38 partidas.
Por outro lado, o Bayern de Gómez e Robben, algoz do Brasil na Copa de 2010, é dono da melhor zaga da Bundesliga (primeira divisão alemã), com apenas 21 gols sofridos em 32 rodadas, entretanto, não foi o bastante para ser campeão, pois viu o Borussia Dortmund garantir a conquista na jornada anterior. Outro detalhe curioso que pode se tornar uma coincidência dependendo do resultado é que, assim como declarou o treinador do Barcelona, Pep Guardiola, antes da semi, o goleiro Neuer, do Bayern, disse ter certeza de que seu time estará na final.
A nós, resta esperar chegar 15h45 (de Brasília) para tirarmos essa dúvida.
24/04/2012
by Henrique Koifman
0 comments
O fim de uma era (quadrada)
O tijolinho vermelho com rodinhas pretas acima é o Lada 2107, que aqui no Brasil circulou com o nome de Laika – em homenagem à cachorrinha soviética que foi ao espaço. E ele está aí para se despedir. Fabricado na Rússia desde o comecinho dos anos 1970, totalmente defasado, ele sai de linha, finalmente, este mês, por queda nas vendas. Houve um tempo em que ter um desses, versão socialista do prosaico Fiat 124, era o sonho de consumo, quer dizer, de locomoção familiar de todo camarada soviético. Hoje, com Lênin rebaixado a exótico tio avô num retrato amarelado e Marx ainda mais fora de moda, os russos sonham com Ferraris, Rolls Royces, Mercedes e, eventualmente, até levam alguns desses para a garagem.
Ao Lada, resta o posto de calhambeque dos tempos que não voltam(?) mais. Que descanse em paz.

